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 CURSO 

 O Antropoceno e as Artes 

O curso online O antropoceno e as artes abordará as relações entre a crise climática, os movimentos e imobilidades da estética e a intrusão inseparável da natureza-cultura. Qual o papel da arte (ela tem um?) no Antropoceno? Será que existe uma arte do Antropoceno? Ou toda arte já é, desde sempre, uma arte do Antropoceno?

 3 aulas online com até 2h de   duração. 

 A plataforma utilizada para   transmissão da aula será o   Google Meet

​ As aulas serão gravadas e   disponibilizadas aos alunos. ​

 Aula 1 

 13/11 | a partir das 19h 

O Antropoceno e as Artes: crises do sensível

Na aula inaugural do curso, vamos começar a pensar o Antropoceno esteticamente, o que significa entendê-lo não apenas enquanto uma época geológica, mas um regime político que organiza a experiência sensível. Assim, em um primeiro momento, vamos analisar o sistema de visibilidades e as formas inteligíveis da arte em sua relação com a concepção moderna de Natureza. Em seguida, vamos investigar as contradições da atual conjuntura do trabalho artístico, em que a economia de plataforma levou a exploração de recursos naturais até o âmbito da cognição humana. A ideia é ponderarmos sobre as transformações sofridas quanto às funções, o alcance e as potencialidades da arte dentro da temporalidade veloz (e voraz) do Antropoceno.

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Maria Petrucci

autora do livro O Antropoceno: da crise climática à crise do pensamento

 Aula 3 

 20/11 | a partir das 19h 

Literatura e Escala

Com o advento do Antropoceno – uma nova era refutada pelos geólogos, mas fartamente aceita nos estudos culturais –, problemas de escala são colocados diante da ciência e da teoria literária. O tempo multiescalar do Antropoceno e as diferentes magnitudes envolvidas no processo de transformação da economia, do clima e consequentemente da cultura convidam a (ou, mais do que isso, incitam) uma mudança de perspectiva, capaz de captar os diferentes agenciamentos vigentes na nossa nova era climática. À luz disso, o que se propõe nesse encontro é pensar, primeiramente, o modo como historicamente os estudos literários trabalharam com diferentes escalas, associando-as com suas respectivas formas de percepção e formação do mundo e da realidade sensível, para, num segundo e final momento, especular sobre os problemas de escala que o Antropoceno impõe à literatura, particularmente no que tange à sensibilidade às mudanças climáticas.

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Antonio Barros de Brito Jr.

Professor de Teoria Literária, Instituto de Letras - UFRGS

 Aula 3 

 27/11 | a partir das 19h 

Arte sonora, música e sonoridades diante do antropoceno

Teóricos que discutem as mudanças climáticas vêm depositando esperança na capacidade das artes em modificar a percepção, os hábitos e os modos de ser e estar no mundo. Ou seja, a arte pode ser capaz de comunicar afetivamente as catástrofes que virão de um modo mais sensível do que dados quantitativos científicos. Dentre as formas de manifestação artística, o som tem por qualidade a capacidade de surpreender, mover, chocar, emocionar, devido à sua manifestação mecânica-energética que se faz sentir até em nossas entranhas, pele e ossos. A aula pretende fomentar uma reflexão sobre o papel e capacidade das sonoridades em comunicar a problemática do Antropoceno, passando por exemplos da música e da arte sonora contemporânea.

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Marcelo Bergamin Conter

Professor de Teorias da Comunicação, FABICO – UFRGS.

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